Fevereiro 18, 2008

Inferno-astral: 18 de março e contando!

Como disse o maridão certa vez: eu não consigo escrever no blog se não está tudo bem comigo. É, é, pra mim aquele poeta romântico way of life não funciona muito bem, principalmente se tratando da Prateleira e de seus leitores ávidos por algo bizarro que aconteça na minha vida. Pois bem, como meu objetivo principal é satisfazê-los sempre, vocês terão o que procuram: É com prazer que aviso que não vou durar mais uma semana. E, mais legal de tudo: eu não vou morrer por uma causa específica, mas por um conjunto reunido, um best of das coisas mais bizarras que vocês já imaginaram que uma pessoa poderia ter. Claro, que vocês vão acompanhar, detalhadamente, o passo-a-passo da minha evolução bizarro-clínica.

Considerando que nada é normal, fácil e bonitinho na minha vida, e que o meu brinquedo é sempre o que vem quebrado na caixa, uma simples depilação - simples pra Roberta, não pra mim, obviamente - sempre resultou em graciosas “pipocas”, que me davam o adjetivo “empipocada” em todas as áreas recém lisas. Vejam bem, eu disse todas. O que não era nada divertido, já que com isso crescia uma coceira beeeeem insuportável, o que resultava, como se não bastasse, em bifes mal passados da minha pele jogados por aí. But fine. Eu conseguia lidar civilizadamente com isso e com todo meu estoque de hidratantes de cheiros gostosos. Um ou dois dias e tudo ficava bem novamente.

Claro que no carnaval, feriadão na casa do namorado, depilação mais que especial pra ocasião e tudo o mais. Ótimo. Calor do inferno, cachorro, cigarros, substâncias ilícitas, depilação, póros abertos esperando a entrada de qualquer corpo estranho com um brunch … deu merda. Isso, ou o pão-com-rosbife-e-mussarela que eu comi na padaria no outro dia, ou as duas coisas juntas, ou o fato d’eu trabalhar em meio à poeira e às baratas. As “pipocas” se transformaram em bolinhas-de-gude altamente inflamáveis e com capacidade de me fazer pensar em comprar uma navalha à lá Sweeney Todd pra me coçar. O que seria perfeiramente compreensível dado o ambiente propício à proliferação de coisas malignas às minhas pernas… durante poucos dias. O que não aconteceu.

Passou segunda, passou terça, passou quarta… e eu fui viajar pra Gramado. Que obviamente, por se tratar de uma região localizado ao sul do nosso país, serrana, conhecida pelo seu cardápio de fondues e vinhos, marcava 36º nos termômetros. O que, na cabecinha imbecilizada dessas que vos fala, não seria possível e não justificaria levar mais que um vestido na mala. Não: nada justificaria levar mais que uma peça de roupa fresca e arejada para as minhas pernas em chamas e arrebentadas, num local em que parreirais inteiros foram perdidos devido ao calor. Não, imaginem só… nunca.

Agora contem: considerando que eu “peguei” essa coisa na segunda-feira do carnaval… uma, duas semanas… me coçando. Se algum de vocês fazia uma imagem de mim linda, loira, alta e de pernas grossas e atraentes, esqueçam (Só a parte das pernas, claro, o resto é verdade). Eu sou, agora, um ser sem pernas que vive submerso num balde de gelo, injetando hipoglós na veia.

Mas como desgraça pouca é bobagem, a alergia nas pernas, depois de tomar 5 anti-alérgicos diferentes, melhorou. Ou, foi isso que eu imaginei. Porque uma bela noite, mais especificamente a dessa sexta-feira, eu percebi que a coceira que eu sentia nas pernas diminuia progressivamente, na razão inversa da coceira que crescia no meu pescoço, nos meus braços e no meu rosto. Bingo! Eu tenho um simbionte da coceira que fica perambulando pelo meu corpo, me enloquecendo e querendo me matar!!!!! Não é divertido, gente? Hoje, por exemplo, eu seria uma menina de camisola na cama, com um ventilador ligado na potência máxima na minha cara, com uma toalha molhada na água gelada enrolada na garganta, se não fosse a alergia que eu desenvolvi do anti-alérgico que eu tomei.

É. Eu tenho alergia do anti-alérgico. Claro, que eu não sei qual dos cinco que é. E claro, que eu não sei se vai passar, pois enquanto esse último transportou a coceira-maldita pro meu pescoço, eu opto por ele, do que pra minhas pernas. Afinal, não era nada profissonal ficar coçando minha bunda no meio da reunião do trabalho. Só sei que, no final das contas, ontem, enquanto eu conversava ao telefone, minha voz foi sumindo, sumindo, sumindo… e sumiu. E minha garganta fechou. E não sai até hoje! Não é lindo?

Mas, se vocês acham que já está bom, esqueçam. No meio tempo entre uma coceira e outra, eu parei pra coçar meus lindos olhinhos verdes de princesa belga no trabalho. “No trabalho”: sala de 3X3m, sem ventilação, com ar condicionado, com o maior índice de poeira, ácaros e fungos (Ácaros são fungos? Se eu me lembro, eles são insetos, da classe das aranhas, não são?) do continente. Ah sim, e eu uso lentes de contato. Há! Pra resumir: o olho ficou do tamanho de uma bola de sinuca (eu adoro comparações com bolas), a lente enrijeceu e grudou, eu não abria o olho. Quando consegui tirar a lente com a ajuda de um maçarico, eu não conseguia mais fechar o olho. Então, eu não tinha muita opção além de ficar acordada na frente de um consultório médico até algum féladamãe resolver me atender na emergência. A médica ficou assustada quando viu que eu era a única pessoa que não tinha oito anos de idade e óculos cor-de-rosa, resolveu me atender e receitar uma pomadinha grudenta, colírios, ficar sem lente, ser ar condicionado e sem fumaça de cigarro até a volta do Messias no mundo dos vivos. O que, na minha língua, significou: blá,blá,blá, Whiskas Sachè, sem trabalho e sem namorado.

(Pausa pra passar o colírio de 3 em 3 horas)

Antes que vocês parem de sentir pena de mim, me deixem terminar. Entre os momentos da “descoberta do olho de sapo” e a “visita à médica”, havia uma Rebouças. E, na avenida Rebouças, ocorre uma manifestação estranha do comportamento humano-civilzado, mais recorrente nas megalópoles, conhecido como “trânsito”. Manifestação essa que, nos casos mais extremos, pode causar reações que beiram a loucura, como o acúmulo de stress latente ou ainda a subidadaFariaLimaatéometrôConsolaçãosemnenhummeiodetransporteanãoserseuspés congenitas, uma prática altamente perigosa e arriscada se você já apresentava sintomas de sedentarismo e joelhus fudidus. Antes de chegar na Oscar Freire eu comecei a sentir minha perna direta formigando, formigando, formigando… até constatar que eu não sentia mais força nenhuma pra pisar, e pedi aos deuses que me arrastassem até lá em cima pela parte já reformada da calçada.

Então, só pra contabilizar: coceira na perna. Evolui para simbionte nômade da coceira. Alergia do anti-alérgico. Fecha a garganta. Dor. Muita dor. Bichos completamente anti-higiênicos nos olhos. Lesão no joelho direito. Perda dos movimentos da perna direita. Eu não sei o que fazer. Se eu for seguir todos os procedimentos que me mandaram, eu tenho que pingar colírios de três em três horas, passar pomada no olho antes de dormir, sendo que eu não durmo, porque meu pescoço e meu rosto coçam. Então tenho que coçar de olho fechado, porque a pomada perde o efeito se eu ficar movimento meus olhos, e enquanto isso, não posso chamar ninguém pra me ajudar com nada porque não tenho voz. E se eu coço o pescoço, a garganta dói por dentro. Se eu não coço, não durmo. Ah sim, isso porque a perna direita não coça mais já que eu não sinto o que acontece com ela. Claro, que tudo isso, em casa, já que “sem ar condicionado” significa que eu não posso ir trabalhar. E “sem cigarro”, sem namorado. Eu tô feliz da vida, minha gente, alguém quer compartilhar da minha felicidade?

Isso porque a TPM começa essa semana…

_____

Já que fico um tempo sem o namorado, aproveito pra acrescentar Dr. Gregory House, que somente tendo esse nome já entraria pra lista dos mais pegáveis, mas não, tinha que ser ele

Fevereiro 3, 2008

irmãos coen

Onde os fracos não têm vez
Esse homem é assustador.

Fevereiro 3, 2008

Mr. Tambourine man, play a song for me…

Eu vendi minha alma - e meu corpo, diga-se de passagem - por isso. E consegui !

Ninguém no mundo vai ser mais feliz que eu no dia 06 de Março. Ninguém!
_____
E já avisando, queridos, Prateleira em recesso até a semana do dia 11, pois apesar do meu espírito folk, eu também tenho direito de festejar !

Janeiro 29, 2008

Nunca houve mulher como Roberta, por Tim Burton

Eis que após milhões de discussões e feriados perdidos, marido e eu ficamos realmente bem. Maravilhosamente bem. (Ohhhnnnn!) E em homenagem a reconcialiação amorosa, ele resolveu tomar um passo bastante avançado no relacionamento, bastante ousado, eu diria: entre o primeiro e o segundo tempo do jogo de ontem, antes que eu pudesse aumentar a frase “meteram a mão no meu time”, ele me pediu 5 minutos, e nitidamente sofrendo de um revertério intestinal, dirigiu-se ao banheiro. 5 minutos depois, volta, outro homem… sem barba! E vejam bem: era uma puta de uma barba, e é uma puta de uma boca… Imaginem a diferença que isso fez.
Então, em solidariedade a um marido tão bondoso de nos permitir enxergar o homem por detrás da barba que ele é, resolvi que era hora de mudar meu visual tão drasticamente quanto o ser amado. Fiz a barba. Resolvi que era hora de deixar de ser cagona e me depilar decentemente.
Que fique bem claro: eu sou uma menina extremamente asseada e que, por razões higiênicas, estéticas e de religião, se depila frequentemente. A questão está justamente no “se“. Pois, enquanto é “se”, significa que a prática diz respeito a um ato íntimo de união entre uma gilete e eu - o que nem sempre significa que essas duas partes interagem de maneira harmoniosa. (Dizem que Tim Burton se inspirou nos meus calcanhares pra fazer seu novo filme). Porém, quando a coisa sai do “se” é que complica.
“Eu pudia tá matanu, eu pudia tá robanu, eu pudia tá estrupanu…” E sim, qualquer uma dessas alternativas seria mais humana do que aquela graciosa coisa chamada “depiladora”. Deus do céu… que alma cruel e impiedosa! Haja desemprego pra ter que se sujeitar a isso! Mas eu não acredito nisso. Não acredito que, por mais medíocre que seja sua condição de vida, você aceite fazer esse trabalho. Não. Eu tenho certeza de que a coisa é bem pior que isso. Certeza de que já uma irmandade secreta de grão-depiladoras-mestres, depiladoras-aprendizes, depiladorazinhas e ganhafotas-depiladoras, sempre prontas a serem treinadas nas técnicas de torturas globalizadas, com um único objetivo: inflingir o máximo de dor de aflição a pobres mulheres preocupadas somente com sua higiene pessoal.
Porém, com a perspectiva de um homem sem-barba, um feriado de 10 dias pela frente, um possível sol no meio do caminho e muita coragem reunidas, resolvi que era hora de enfrentar tal corja de torturadores e parar de ser imbecil e arrancar bifes das minhas pernas. Daí surge mais um dos grandes problemas: a ‘gracinha’ da Deise, a (Dicionário Mãe da Isadora de Expressões Bizarras) ‘menina da depilação’, no caso, pertence ao mesmo círculo social da já citada Mãe da Isadora e, portanto, quanto mais cavada a depilação - consquentemente, quanto mais dolorida ela se torna - mais interessantes ficam as conversas com a minha progenitora, que obviamente não compartilha dos assuntos relacionados à minha virilha. Resumindo: eu corri procurar outra moçoila.
Como eu sou uma pobre-pobre estagiária, esqueci meus princípios de higiene e self-respect e apelei pro bolso: a maior quantidade de pêlos no lixo X o menor preço. Pronto. Entro no lugar pra conhecer, porque claro, quem acreditou nessa de higiene pessoal às favas? Sou eu… e, bom, limpinho, bonitinho, gracinha, verde-água, material esterilizado, bisturis novinhos em folha… essa coisa toda ’sua saúde agradece’. Marquei e voltei no dia seguinte.
Durante a noite, mentalizei aqueles mantras manajados e inventei outros totalmente óooooummm-depilation. Vai, menina, você tem dezoito anos, você pode fazer isso. Você conseguiu até reproduzir aquele doce que sua mãe fez no reveillon. Você pode. O doce não ficou muito bom, mas você pode. Me cagando de medo, fui.
Entro, dou boa tarde, sorrio e finjo que estou caminhando em direção a um campo florido e cheiroso. Quase saltito. Entre a nova ‘mocinha da depilação’ chegar e eu notar a substância fumegante naquele caldeirão demoraram apenas alguns minutos, tempo suficiente pra ela dizer “Oi, eu sou a Roberta!” e eu gritar “Me tira daqui!!! Alguém me tira daqui!!!”.

Boa tarde, meu nome é Roberta… Vamos?!?
Caros leitores, eu vos poupo da descrição detalhada de uma depilação. Vocês, mulheres queridas, sabem exatamente do que eu estou falando. Vocês, homens, se soubessem, iam encher o quarto de flores após cada transa de perninhas lisinhas. Definitivamente. Mas, porém, contudo, entretanto… vocês não fazem idéia do que é a Roberta.
O salão meiguinho e verde-água, de repente, perdeu a cor. Tudo adquiriu um tom esverdeado, e apesar da hora, a lua cheia despontava no céu. Uma leve névoa subia serpenteante pelas paredes, cheias de humidade, tomando tudo, as janelas com vidros estilhaçados, os baús com conteúdos suspeitos. A cama, manchada de vermelho, rangeu quando me deitei. Não havia onde colocar minhas roupas, apenas consegui distinguir um banquinho de piano no canto da sala. Espantei o gato, velho, cego, fedido e doente, e com certo nojo, coloquei-as ali mesmo. Pensei ter ouvido um barulho, algo como um grito de dor, ou as palavras “fuja logo daqui, ela vai te matar lenta e dolorosamente!”, mas não acreditei terem sido mais que a minha imaginação. Aquela doce Londres Vitoriana poderia certamente trazer alucinações às mentes mais fracas…
Roberta trabalhava com aquela espátula de madeira como quem manejava um mosquete. Se deliciava a cada mergulhada na cera fervendo, seus olhindos brilhando de excitação. Quando levantava, girava lentamente o objeto, fazendo com que a cera se enrolasse suavamente, como quem diz “Olha o que te aguarda, baixinha…”. Ainda, num movimento quase erótico, espalhava talco na minha canela, com aquele sorriso sarcástico no rosto, e perguntava “Vamos?”. Segurei firme na maca - sim, meus caros, eles são preparados pra isso! - e como resposta, apenas fechei os olhos como se minha vida dependesse disso, e desejei ter uma toalha pra morder. “Vamos?”, repetiu Roberta… Continuei corajosamente ali, enquanto ela, tomando meu silêncio como uma confirmação, espalhava a cera quente na minha canela como quem faz um bolo num sábado a tarde. Indo e voltando… espalhando, perfeitamente… “Vamos?”
Eu não sabia se tinha mais medo de Roberta ser lésbica ou de Roberta usar a espátula. Dado ao tamanho da aliança no dedo de Roberta, imaginei o pior. Pensei ainda, por um momento, no marido de Roberta, Ivan, esperando-a em casa após um exaustivo dia de trabalho, e a esposa enlouquecida para usar de seus métodos de sedução. Pensei nas filhas de Roberta, Camila e Clara, que quando tivessem pelinhos suficientes, teriam que provar o pior dos castigos que a mãe já lhes dera.

Foi aí que Roberta puxou… e assim acabou minha admiração pelo Tim Burton.

Janeiro 27, 2008

triste

Desejo e Reparação

eu não gosto dela

Janeiro 27, 2008

70’s

American Gangster

Janeiro 21, 2008

Obrigada

As coisas são como têm que ser. Tudo acontece no seu devido tempo, do jeito que, de alguma forma, já estava previsto.
Da mesma forma, as pessoas mudam. Mudam e querem mudar. O tempo todo, buscam maneiras de se desvencilhar do passado, de correr para algo novo, de algo que lhes traga um pouco mais de vivacidade, de movimento. E esquecem-se.
Esquecem-se de como é bom conhecer o terreno onde pisam, de saber caminhar com segurança. Encantam-se com o novo, e se esquecem de olhar para o já conhecido com outros olhos, de conhecer de novo os encantos que um dia o fizeram apaixonar, de se apaixonar de novo.
Aninham-se em outros cantos, procuram outros olhares, outras risadas, outras opiniões. Divertem-se, apaixonam-se, vivem… e esquecem novamente. É quando voltam a dar valor a tudo aquilo que deixaram para trás.
É quando sabem que vivem mais naquele seu passado, escrito durante tanto tempo, de tantas maneiras diferentes, mas maneiras unicamente suas, genuínas. Lembram-se de tudo o que aprenderam, evoluíram, choraram, riram. Percebem que mudaram mais pelos outros do que pra si mesmos, arrependem-se.
E encontram de braços abertos aqueles que, um dia, foram trocados pelo novo, mas que sempre perdoam, e que estão sempre ali.

Obrigada, por continuar sempre aqui.

Sim, eu sei, vocês vão querem me matar, eu sei. Podem me achar uma louca desequilibrada - o que não foge muito da verdade -, mas eu não consegui sair daqui assim. Tem muitas coisa escrita, muita coisa minha pra eu deixar assim, pra trás. E, inclusive, acredito que vocês sintam falta do clima que havia por aqui. O simplesmente lotados foi uma boa idéia no presente momento que eu estou vivendo, mas somente para esse momento específico. Creio que a Prateleira seja muito mais agradável a longo prazo, e sim, é meu mimo, é minha cara, é minha favorita.

Momento de abraço no blog.

Então, se vocês ainda confiarem um tantiquinho de nada em mim, e de que eu vou continuar por aqui, por favor, voltem, que serão tão bem acolhidos como sempre foram. E, rezem, por bastante tempo! Da minha parte, prometo continuar contando os absurdos que acontecem comigo, trocando de layout a cada quatro minutos, e gostando de vocês de uma maneira muitíssimo carinhosa !

Obrigada !

Janeiro 13, 2008

Dezembro 9, 2007

Adieu

A Prateleira está em reforma, mudança, férias, descanso, retiro espiritual… como queiram. Por ora, não funciona mais, nem abriga mais tranqueiras. Talvez um dia volte, talvez não. Depende de como as coisas funcionarem.
Os textos estão bem: salvos no arquivo do blog, juntamente com seus comentários. Eu, a dona da Prateleira, me comprometo em visitar meus fiéis leitores sempre que puder, pois também ficaria muito triste sem meus blogs diários.
Só posso dizer, por enquanto, que foi um prazer imenso escrever pra vocês. Sim: pra vocês. Agora, escrevo pra mim em caderninhos diários e pessoais, e que assim seja… até me dar na telha voltar.

Muito obrigada, novamente. E que o ano que vem seja repleto de surpresas boas e realizações.

Um beijo carinhoso.
Isadora.

Dezembro 4, 2007

“Talvez ali residisse o segredo da força do ciúme.”
O Passado - Alan Pauls
Ficou chique, né? Parece até que eu vou começar alguma super crônica romântica-notálgica sobre o amor e o ciúmes… nada disso. É apenas a resposta do meme que o Rob Gordon me passou ontem, e que - coincidência? - interrompe mais uma vez a minha série dos amores da minha vida. Hmmm… agora pensem comigo: Rob Gordon=marido. Interromper a série de ex-namorados que obviamente não o inclui. Resposta do meme=frase sobre ciúmes. Presentinho no blog dele. Ahhhhhh o Destino, viu? Claro que ele não está fazendo isso de propósito!
Masssss, como eu sou uma menina independente e que não liga pra essas coisas de dominação masculina e tal, eu vou continuar a série, queira ele ou não! Não importa se vai dar briga, se o relacionamento vai sofrer abalos quase sísmicos, se ele vai dormir no sofá! I’M INVINCIBLE!
Cof… e me desculpe quem prentedesse ganhar as indicações e os selinhos que ele também indicou a Prateleira, lá, ou o “repassa” do meme, mas eu detesto isso! Sempre acho injusto e fico com a consciência pesada, então prefiro me livrar desse peso. Sintam-se, todos aqui do lado, premiados, ok? Tudo bem que a partir do momento que eu não sigo a corrente, do jeito que anda minha “sorte”, eu vou receber um prêmio de “pior blog da História” em questão de minutos, no meu email. Maaaaaaas, tô abraçando o diabo ultimamente, viu?
GRANDE PARÊNTESES: Voltando à realidade - que não sei até que ponto anda às mesmas, melhor, ou pior - e retomando a vida da maneira que podemos, certo? Há males que vêm pra bem, vamos pensar assim. Obrigada, claro, muito obrigada aos que comentaram aqui expressando seu carinho e ajuda. Fiquei realmente muito feliz!

Juntamente com sua estratégia de acabar com a minha série romântico-sensual, Rob me passou um outro meme (segredinho básico entre blogueiros: ele pronuncia memê!!!!) tamanho jumbo, que pretendo tomar todo o meu tempo inexistente respondendo. Maaaaas, como eu disse, eu sou muito mais que essa mera tentativa de me desvirtuar do meu caminho, meu bem. Respondo o meme, continuo a série e chupo cana - porque assoviar eu não sei mesmo. Portanto, lá vai:

I Wanna Be Lost With Sawyer

ou “Como responder a um meme em um computador sem memória RAM”

Você vai passar exatamente um ano em uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada. Além de você não haverá mais ninguém na ilha, mas você terá acesso a alguns privilégios limitados. Com isso em mente, seguem as perguntas:

1. Na ilha você terá água à vontade e frutas nativas. Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando. Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?

A comida salgada sem dúvida alguma é batata. Até porque a partir dela dá pra produzir uma gama de pratos - muitíssimo elaborados que vão do purê à frita - enorme, o que daria pra variar. Perfeito pros meus dotes culinários franceses. A doce? Hm… não levo Diamante Negro porque derreteria, e fica horrível. Acho que seria pudim de leite, mesmo. Com bastante calda.

2. Além da água (e, também com sorte, água de côco se você estiver disposto(a) a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebida, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter à sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?

Suco de laranja, sem gelo e sem açúcar.

3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?

Quanto tempo mesmo eu vou ficar? Um ano? Ótimo, então eu vou levar Raízes do Brasil, do sr. Sérgio Buarque de Hollanda - não, é o pai dele!! - , que eu deveria ter lido no um ano de início de curso e não li. Um ano enrolando, dá pra eu ler os dois primeiros capítulos na última semana de ilha, e fazer a prova, tranquilamente (da mesma maneira que fiz de verdade!).

4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?

Levar O Náufrago é meio auto-flagelação, né? Wiiiiiiiiillllsooooon! Hm… levaria A Bela e a Fera, com certeza, e choraria em todas as vezes que assistisse, sem ninguém mais pra me encher o saco.

5. Você terá um notebook à sua disposição, mas com um único programa instalado. Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas). Qual programa teria mais utilidade para você e por que?

O Photoshop. Não teria utilidade nenhuma, na verdade, mas é muito mágico tudo o que aquele programa faz comigo durante hooooooooooooooooooooooooras que eu não deveria estar mexendo nele.

6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo. (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?

O blogger, sem dúvidas. Aqui tenho que repetir a resposta do Rob: imaginem só o tipo de post que essa ilha não daria? Isadora fugindo da barata-tiranossauro, Isadora se afogando no raso atrás de uma sardinha, Isadora e as suas divagações a respeito de como tudo dá errado na sua vida e o Sawyer se perdeu em outra ilha… vocês iriam se divertir!

7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma. Qual você leva? E se fosse um CD?

A música seria a 9ª de Beethoven, que pra mim diz mais que muita coisa junta. CD seria o Modern Times, do Bob Dylan, que é, de longe, a coisa que eu mais escuto em qualquer momento da minha vida - e que mostra que meu velhinho continua tão maravilhoso como sempre.

8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?

Pro Rob. Pediria pra ele deixar 10 minutos o telefone na mesa, enquanto chama o Besta-Fera, e ele late, fazendo aquele som de “eusouhumanoequeromecomunicar!”. Porque se eu quisesse falar com ele, o humano mesmo, provavelmete ele ia desligar e mandar uma mensagem “pera, pica, te ligo em 10″.

9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha - limitado à freqüência de uma vez por semana. Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições. Que programa você quer assistir?

Vai ser em 2008, meu cativeiro?? Então é ÓBVIO que é a sétima temporada de 24 Horas, com direito a reprise, extras, entrevistas e o caralho a quatro. Ou você acha mesmo que eu consigo viver sem meu agente federal?

10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?

Porra, precisa mesmo receber notícia? Não posso ganhar minha parte em bolo?

11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!). Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?

Não pode ser a bola de vôlei? Tãaaaao bonitinha. Bom, seria um boxer chamado Santino. Razões meramente pessoais, mas seria o único lugar no mundo que eu e um boxer conseguiríamos conviver no mesmo espaço sem nos matarmos ou matarmos um transeunte qualquer.

12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia? Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc…)

De não saber o que está acontecendo no mundo?? HAHAHAHA! Boa, essa… provavelmente, seria de conversar. Eu adoro conversar.

13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?

Talvez quando eu voltasse as pessoas me tratariam bem assim… por uma semana ou duas, de saudade, né? Não? Ah…

14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros itens à sua escolha que:a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores;b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo. O que você vai levar e por que?

Uma máquina fotográfica, caderno e canetas. Pra escrever inúmeras cartas que eu nunca iria mandar - como eu nunca mando mesmo, pra tirar quantas fotos quisesse e ter a mesma preguiça de sempre de imprimir.

Mesmo que vocês tenham ficado empolgados com a idéia de um blog “Minha Viagem”, por favor, não me mandem pra uma ao menos até eu sair de férias, porque ainda tenho um monte de trabalho pra entregar, ok? Voltamos à programação normal assim que o Destino, os deuses, minha (ex?)chefe e meu computador permitirem.